A Volição do Homem na Trama dos Fios dos Vaenen

O CAMINHO DO GRAAL – TEXTOS COMPLEMENTARES – 28 de setembro de 2020

Original tcheco: Chtění Člověka V Předivu Vláken Vaéneů · cesta-gralu.cz

O espírito humano ainda não se dá conta suficientemente de que força dispõe em seu decidir, no direcionamento de seu desenvolvimento e também na configuração dos inúmeros acontecimentos ao seu redor

Não se dá conta de tudo aquilo com que ele próprio, na obra da Criação de Deus, prepara o caminho pelo qual terá um dia de seguir, para nele colher a safra daquilo que semeou

Se deixarmos de lado todas aquelas pessoas que não se interessam por isso e para as quais é inteiramente indiferente o que surge de seus desejos e pensamentos, então nem mesmo as restantes, que por vezes se ocuparam com isso, conseguem, em sua maior parte, imaginar a vivacidade que está ligada a esses acontecimentos

Os homens conhecedores sabem que de sua volição são formados fios, cujo desenvolvimento ulterior está sujeito às Leis da Criação

Os fios que surgem da volição do ser humano são exatamente aquilo de que falou o Filho de Deus Jesus: que um dia terá de ser resgatado até o último centavo

E são justamente esses fios, o seu tecer e o seu conduzir às distâncias, e também o seu retornar, que constituem o trabalho dos sublimes Vaenen, dos quais há um grande número em torno de cada ser humano

O seu trabalho, embora os homens conhecedores saibam das leis da Criação, da Lei da Reciprocidade, da lei da semeadura e da colheita, permanece um mistério inapreensível, diante do qual nem os mais sábios entendidos sabem o que fazer

O tecer dos Vaenen é inapreensível para o ser humano terreno sobretudo na rapidez com que trabalham, pois os homens não conseguem imaginar que haja aqui alguém capaz de captar imediatamente, de fato, toda a volição, em toda a diversidade que dela emana, e de conduzi-la à elaboração

Contudo, assim é, e não é de modo algum difícil para esses servidores enteais que vibram na Vontade de Deus que por suas mãos passe realmente tudo, até a última partícula, o que surge na volição do ser humano em todos os planos

Eles trabalham de modo diferente do que são as representações humanas do tecer

Os Vaenen trabalham sempre com a irradiação e a direcionam, conduzem-na às distâncias já no mesmo instante em que o ser humano mal consegue tomar consciência do lampejo de sua volição na consciência terrena

A velocidade da luz material, se a tomarmos como medida de comparação, tal como os homens medem com ela as distâncias no universo, é incomparavelmente densa e lenta em relação ao tecer dos Vaenen

É justamente a rapidez que faz do trabalho desses servidores uma imagem inapreensível para o ser humano, pois num único instante jorram do ser humano para o espaço milhares de fios radiantes, que trazem em si as suas intuições, os seus sentimentos, os seus pensamentos e também o reflexo do agir exterior

Os fios jorram e partem num fluir incessante, sem que seja possível que esse fluir cesse, que pare e fique sem movimento, pois o espírito, por sua espécie, não pode permanecer sem mobilidade em sua volição

A sua essência é a irradiação de volições e anseios que nele se formam em proporção à sua maturidade e à pura clareza com que arde em seu brilho espiritual

Cada ser humano é, portanto, neste sentido, aqui nas materialidades, o ponto de partida de raios que jorram, que se cruzam, se entrelaçam, se fortalecem mutuamente e, outras vezes, num rápido apagar-se, caem, para logo em seguida serem substituídos por novos raios de outra volição

Pode-se compará-lo a uma fonte incessante da qual partem continuamente raios diversos, coloridos, claros e turvos, para os mais diferentes lados, a fim de que estes, depois de algum tempo, retornem e se encontrem com novas espécies de raios, novamente disparados para os lados

Esse acontecer está ligado num todo unitário, em cujo centro se encontra o espírito, que por sua irradiação lhe dá movimento e diversidade

Ele é o ponto de partida e, ao mesmo tempo, a força receptora, que se encontra em tudo isso como um núcleo emissor e receptor que, por sua escolha, tece em todas as direções novos fios, que depois de algum tempo voltarão de novo

É preciso imaginá-lo ao menos em parte como o desenrolar de um filme, no qual pela mão de um artista é criada uma imagem de acontecimentos que passam velozes, que estão em movimento incessantemente mutável, conforme a irradiação que sai, a que retorna e aquilo que surge de seus encontros

Para uma compreensão ainda melhor, talvez seja bom que o ser humano imagine as formas que disso se constituem e que partem, como produto secundário dos raios que jorram, num certo retardamento, para o espaço, no qual, em seguida, por sua própria mobilidade e força, que lhes foi impressa pelo ser humano, se esforçam por manter-se com vida

Esse espaço das diferentes esferas das formas de pensamento e das formas intuitivas é, por sua vez, um espaço repleto de vida diversamente impetuosa, na qual tudo se desenvolve, se interliga, se interpenetra, se fortalece e de novo resseca e desaparece

Com isso, porém, já nos desviamos, pois as mencionadas formas são assumidas dos Vaenen justamente pelos Alphar, para que delas formem imagens e paisagens inteiras em mundos de densidades mais finas e mais permeáveis do que o mundo de matéria grosseira daqui

Mencionemos apenas com toda a brevidade a perspectiva de que em parte também os pequenos enteais aqui na Terra têm de atuar sob essa influência, isto é, os conhecidos Elfos e Dwarfs, que então, influenciados pela atuação do ser humano, transferem a volição predominante da humanidade para a vida da natureza

Aqui temos de novo a confirmação de que muitas espécies de pequena vida na natureza, que aqui estão cada vez mais difundidas, tendo em sua missão importunar ou trazer doenças, são apenas o reflexo do estado espiritual da parte predominante dos homens na Terra

Se os homens se transformassem em seu esforço, se se alçassem mais alto em direção à Luz, muitas dessas formas importunas desapareceriam, perder-se-iam e não existiriam mais

Ao mesmo tempo seriam substituídas por formas de vida mais belas, mais agradáveis e úteis ao ser humano

Assim, a multiplicação atual das espécies que assediam o ser humano para importuná-lo sempre que sai para a natureza é única e exclusivamente uma manifestação que retorna do estado interior de pensamentos e intuições da maioria dos homens

Isso, contudo, ainda não é nada em comparação com aquilo que, nos mundos das materialidades etéreas, os Alphar têm de formar para as almas humanas que ali chegam, como consequência de seus esforços e de sua volição no tempo passado na Terra

Voltemos, porém, aos Vaenen e aos fios que por eles são tecidos para o destino de cada ser humano

Para uma compreensão maior é bom trazer em si, ao menos como base da consciência, que tudo ao redor do ser humano vive e trabalha, formando e criando condições que correspondem aos seus impulsos mais duradouros e mais fortes, aos quais chamamos volição

É necessário aceitá-lo como uma realidade que o ser humano compreende interiormente, embora não esteja em suas forças reter constantemente aquela vivacidade que está ligada ao tecer dos Vaenen

Não há ser humano que seja capaz de abarcar isso com a vista de modo permanente e em seu conjunto, pois o andamento da engrenagem administrada pelos Vaenen corre em todas as direções de modo tão abrangente e, ao mesmo tempo, tão rápido, que a vista do ser humano nunca será capaz de apreender tudo isso naquela essência de irradiação que, na realidade, é tudo o que se desenrola nas materialidades

O ser humano pode ver disso apenas aqui e ali imagens que ou o assustam ou o enchem de alegria

Também durante o sono a alma, mais desprendida do corpo, é capaz de observar algo disso e também de covivenciá-lo

Disso surgem então aqueles lampejos que se chamam sonhos, com todas as suas confusões e obscuridades para a apreensão pelo intelecto

Muitas vezes é justamente um instante que pode ser um olhar para dentro das imagens tecidas pelos Vaenen, quer sejam imagens mostradas do próprio tecido, quer do tecido de pessoas próximas, nas quais o ser humano talvez esteja pensando naquele momento

A volição do ser humano, que se desenrola a partir de sua vontade no decidir, pode ser descrita como correntes de irradiação que fluem continuamente, ou ainda de outro modo, como um tecido de irradiação em contínuo andamento, que não pode ser detido nem por um instante, porque decorre da essência da imersão da centelha espiritual nas materialidades

Desde o instante primeiro da volição, que se manifesta como um movimento na luminosidade da centelha espiritual, tudo se encadeia a partir daquela volição, desenrolando-se como uma faixa sem fim, que corre sem parar até o completo esgotamento e o seu vivenciar até o fim, o que só pode vir de dois modos

Ou o espírito põe de lado esse término do tecer da irradiação nas materialidades pelo fato de que, na clarificação, adquire tal luminosidade que se torna fino e translúcido, até que por fim se consome e se desfaz em pó dourado nos mais altos jardins enteais destinados à imersão e à emersão do espírito humano em seu caminho de desenvolvimento através das materialidades, ou se chega ao término do tecer no extremo inteiramente oposto das materialidades, em lugares onde a densidade e o peso se tornam insustentáveis para a centelha espiritual e ela, sob esse peso, tem de perder a sua consciência

Em ambos os casos é o instante em que somente então as mãos dos sublimes Vaenen deixam de tecer o tapete da vida do espírito humano, pois naquele momento ele é expulso do âmbito da obra da Criação Posterior

É expulso ou para cima, porque a sua luminosidade o transportou para a Primeira Criação, onde a chama claramente brilhante de seu espírito encontra nova aplicação no criar bem-aventurado nos jardins dos mundos espirituais, ou é expulso para baixo, de modo que essa direção traz em si para o espírito, no instante da expulsão, a perda da consciência de si, pois pela atuação das Leis da Criação, presentes em toda parte, a centelha espiritual é então atraída para o alto e, nesse retornar ao lugar de onde partiu, tem ao mesmo tempo de perder o seu saber consciente, pois a parcial inconsciência e a imaturidade não podem manter-se sob a pressão da Luz e por isso se consomem nela num processo purificador

Assim, o ser humano tem literalmente em suas mãos o seu destino, a sua bênção ou a sua destruição

Nenhum outro pode intervir em seu caminho de tal modo que o dirija para outra parte contra a sua vontade

O mais forte é sempre a decisão no íntimo do ser humano, que ou se esforça em direção à Luz, ou, com o seu modo de volição, se afasta da Luz

Assim, ainda que essa volição tivesse a forma de um pedido de socorro, ainda que fosse a súplica mais desesperada no despertar do reconhecimento do mal de que o espírito participou, ele pode sempre confiar em que, imediatamente naquele instante, são tecidos a partir de seu íntimo fios que se dirigem para o alto

Se esses fios, jorrados de uma ardente súplica de socorro à Luz, bastarão para deter o espírito em sua queda, se o preservarão de seu despenhar-se na destruição, isso é decidido sempre e unicamente pela proporção das forças que se encontram nos fios

É sempre necessário saber que todos os fios tecidos pelos Vaenen têm de um dia retornar e ser vivenciados até o fim

E justamente nesse sentido os homens não podem confiar em que o universo de matéria grosseira, que dá a base para a possibilidade de vivenciar até o fim muitos fios de retorno, estará aqui permanentemente à disposição, em que esperará até que eles, depois de um longo tempo de seus extravios, se decidam de novo a esforçar-se em direção à Luz

O tempo durante o qual há aqui espaço para viver nesta Terra é limitado e não pode ser considerado infinito, pois um dia chegará com toda a certeza o instante em que a matéria grosseira do universo esgotará as forças enteais nela ancoradas e terá de ser atraída para o moinho, para o funil que possibilitará a sua transformação pela decomposição em partículas primordiais, que se elevarão para os oceanos nos jardins de Asgard, a fim de ali haurir nova vivificação e poder ser utilizadas de novo para a nova edificação de mundos de matéria grosseira

E de tudo isso a maioria dos homens nada sabe, por mais que nisso esteja ancorada aquela objetividade e lógica mais naturais, que valem para tudo o que surge na obra da Criação de Deus

O espírito humano segura o leme de sua direção, pela qual peregrina nas partes dos planos da obra da Criação Posterior que lhe foi concedida como lugar para o seu amadurecimento

E porque a Vontade de Deus é sumamente Justa, esse leme simbólico é sempre apenas aquela resultante mais exata de todos os fios que jorraram na forma da volição do ser humano durante o tempo de suas peregrinações pelos planos das materialidades

A partir dessa resultante, a Justiça de Deus, que Parsival segura em suas mãos como administrador da obra da Criação no Burgo do Graal, pode então reconhecer com exatidão, no decurso de um único instante, se o espírito humano está no caminho para a Luz ou se afunda cada vez mais na destruição

Os fios que os Vaenen estão sempre prontos a trazer-lhe para o julgamento deste ou daquele espírito, a quem Ele, como Juiz no Santo Juízo de Deus, chama pelo seu nome espiritual, sob o qual está inscrito no livro da vida, têm o mais delicado valor de testemunho acerca da vivacidade ou da falta de vida, acerca da boa volição ou da má volição do ser humano

A volição predominante, que se aproximou de um certo limite em relação ao ulterior desenvolvimento das materialidades na Criação Posterior, seja na direção para cima ou para baixo, traz em si, no dado momento, a sentença sobre o caminho ulterior do espírito

Isso não vale apenas para um único ser humano, mas num único instante o Juiz contempla com o seu olhar o estado de toda a humanidade, pelo fato de que o seu Raio resplandecente cria uma pressão mais elevada para a manifestação dos fios ligados a todos os homens

Num único lampejo do Raio de Parsival desvenda-se a humanidade inteira em sua maturidade, imaturidade ou maturidade excessiva

A vibração do Raio de Parsival traz uma pressão que se assemelha a golpes judicantes, nos quais tudo nos fios é posto em movimento acelerado, e com isso se vê de súbito claramente o que, e de que modo, ainda está enfiado no caminho deste ou daquele espírito

Esse acontecer não é obra do julgamento de uma única volição do ser humano durante o breve tempo de sua vida terrena, mas é sempre o resultado da espécie dos fios de toda a sua longa existência em vidas repetidas, dos quais tudo foi acumulado pelo tecer dos Vaenen, que cuidadosamente tudo captaram e também com o máximo cuidado o administram para cada espírito individual, para o seu desenvolvimento ulterior

Aquilo que devia ser vivenciado até o fim já foi conduzido ao ser humano e ele, no vivenciar daquilo que retorna, deu então ensejo a que fossem tecidos novos fios, exatamente segundo aquilo com que acolheu os fios que retornavam, na forma dos impulsos de seu íntimo

Assim surge sempre, de algo que retorna, algo novo, exatamente segundo o modo como o espírito acolhe e vivencia o antigo que a ele retorna

No vivenciar do modo como o espírito acolhe aquilo que a ele retorna, forma-se imediatamente uma nova perspectiva de seu caminho

Bem-aventurados aqueles que o acolhem com humildade e, em paciência, sem murmurar, não buscam nisso a causa no exterior, não buscam os motivos de seu vivenciar nas outras pessoas ou num destino desfavorável, mas única e exclusivamente em si mesmos

A esses será concedido desatar os fios com muito mais facilidade e, de seus impulsos, nos quais acolhem aquilo que retorna, poderão então erguer-se para a vida novos fios que os conduzem para o alto, em direção à Luz

Assim trabalha o grande acontecer por toda parte em torno de cada ser humano individual, sem que ele talvez saiba disso sequer o mínimo

Isso permanece um mistério para a maior parte dos homens, e assim eles cambaleiam pelos caminhos de sua vida como cegos que vagueiam por caminhos falsos

Na realidade, porém, tudo isso é sumamente simples e evidente na mais transparente e perfeita Justiça que reina sobre isso e lhe dá uma ordem que não permite o mínimo acaso no próprio retorno dos fios já formados

Também nunca chega ao ser humano nada desses fios sem aviso de seu retorno

Há as condições do nascimento, que indicam a direção e a meta da respectiva vida terrena, há a atuação dos astros, há também aquela possibilidade sumamente preciosa da remição simbólica, como uma dádiva que sempre precede, com a possibilidade de remir antecipadamente tudo o que retorna, na volição pura e despertada do ser humano

Essa volição pura e abrangente traz sempre imediatamente a dissolução da força dos fios antes que o próprio vivenciar chegue com plena força ao ser humano

O ser humano está rodeado de tantos auxílios que nem sequer pressente que medida de Plenitude do Amor flui incessantemente para ele, amparando-o para que atravesse tudo e aproveite o seu vivenciar dos fios que retornam para a maturidade do espírito, para a ascensão

Assim pode o ser humano imaginar o raio de um fio no qual causou algo feio a alguém de seus próximos

Podemos citar aqui um exemplo

Suponhamos que ele próprio causou a outra pessoa dificuldades na vida por meio de uma calúnia que espalhou a seu respeito

O fio daí tecido voa exatamente segundo a força da volição que nele foi posta

Voa até as regiões da materialidade etérea, onde os Alphar tecem a partir dele a preparação para a possível permanência da alma, caso esta deixe a Terra antes de lhe ser permitido vivenciar de volta esse fio ainda no corpo de matéria grosseira

De lá, no entanto, depois de ancorado nas mãos dos Alphar, ele retorna e oferece a possibilidade de ser vivenciado de volta ainda na respectiva vida terrena do ser humano

Se o alcança no corpo terreno, então lhe oferece, ainda de antemão, em diversas ocasiões, a possibilidade de vivenciar a repulsa diante de semelhante ação, quando o interessado pode empenhar-se pela reparação da calúnia contra alguma outra pessoa, acusada de modo semelhante ao que ele próprio fez

Se, porém, o fio que retorna não conseguiu, na sabedoria, encontrar a disposição certa para o vivenciar correspondente e a alma do ser humano em questão entrementes deixou o seu corpo terreno, então o aguarda, se ele entrementes não mudou para melhor ou, ao contrário, se deslizou ainda mais para o pior, o lugar criado pelos Alphar, para o qual terá de peregrinar e vivenciar a sua fealdade na forma de uma paisagem pantanosa que não tem fundo e na qual tudo afunda cada vez mais e mais para a profundeza de uma matéria pegajosa e fétida

Se aqui a alma chegar a progredir, então lhe será oferecido um caminho para a remição, quando na próxima vida for de novo conduzida a um vivenciar semelhante, a fim de provar se nele se mantém firme

Entrementes, poderá também aproximar-se da alma que prejudicou, para de algum modo pedir-lhe perdão, caso essa outra alma tenha vivenciado nisso a amargura de uma decepção que ainda não tenha conseguido perdoar de antemão, para que ambas as almas possam avançar no seu desenvolvimento

Há, porém, muitas outras possibilidades que entram em consideração, pois aqui continua a desempenhar um grande papel aquela posição do leme da volição de cada ser humano

Nos fios dos Vaenen tudo é vivo, e a cada volição forte do espírito os fios se reajustam imediatamente, e então, em sua vibração, aguardam pacientemente a oportunidade de trazer o vivenciar para a remição

Nem todos os fios podem ser ajustados de tal modo que tudo retorne ao ser humano imediatamente e sem demora, como certamente muitos desejariam, para serem libertados o mais cedo possível

Muitas vezes leva um tempo mais longo até que seja possível, na mais alta sabedoria, ligar tudo o que é necessário ao próximo caminho terreno do ser humano, para a sua continuação no caminho

Também muitas almas escolhem uma vida terrena mesmo considerando que a riqueza ou a beleza são, do ponto de vista delas na materialidade etérea, secundárias, apenas para que lhes seja permitido depor os fios mais importantes, que as refreiam em seu caminho ulterior para a Luz

Infelizmente, na Terra nada disso recordam depois e, sob a influência de outras pessoas, deixam-se arrastar para outras tolices, das quais lhes surgem então apenas novos fios para remir, em vez de cumprirem o mais importante, por causa do qual vieram à Terra para o seu progresso e a sua ascensão

Assim seria possível falar disso indefinidamente, pois cada ser humano é um caminho inteiramente único, que tem, nos fios tecidos pelos Vaenen, exatamente tudo o que é necessário para o vivenciar do espírito, de modo que lhe seja permitido sempre, de qualquer lugar, esforçar-se pela ascensão em direção à Luz

Aqui, porém, pode-se apenas repetir que manter a lareira de seus impulsos e pensamentos na pureza e num alegre esforço é o melhor armamento do ser humano para a superação de todos os fios que ainda surgirão ou que já foram formados e que ainda terão de retornar a ele

Não há regente mais forte sobre o próprio destino do que o próprio ser humano

As Leis da Criação, que atuam continuamente em torno dele, trar-lhe-ão sempre apenas aquilo para cujo surgimento ele deu causa com a sua volição

Os sublimes Vaenen lhe serão nisso um apoio por meio de seu trabalho, para o qual foram chamados à vida consciente no cume dos jardins enteais de Asgard