Fios Importantes da Irradiação Enteal Próxima Ao Nosso Redor – Erda, Parte I
O CAMINHO DO GRAAL – TEXTOS COMPLEMENTARES – 24 de dezembro de 2020
Original tcheco: Důležitá Vlákna Blízkého Bytostného Záření Okolo Nás – Erda Část I. · cesta-gralu.cz
Erda – a Mãe Terra – a magnífica servidora que cumpre fielmente o seu serviço nas materialidades do universo
Pouco depois de lhe ter sido permitido despertar para o seu serviço nos planos mais elevados de Valhalla, foi levada cuidadosamente para baixo, ao longo dos fios formados por Hermetes, ao lugar onde, sob a sua irradiação, se devia formar da matéria grosseira um planeta de grande significado
Nascida dos fios da irradiação de Herferide e de Hermetes, despertou no enteal como filha de elevada espécie enteal, para trazer em si para sempre a brandura e a paciência que já há milhões de anos comprova em seu cuidadoso desvelo pelo pequeno planeta, que sob a sua atuação gradualmente floresceu, semelhante a uma pedra preciosa azul que brilha no reflexo do sol nas trevas do universo
Valhalla, oh, que tempo belo foi esse para esta servidora, quando, na leveza de seu lar, amadurecia para a sua tarefa, para a qual estava predestinada desde o início de seu ser
Das alturas dos alvos palácios dos altos servidores enteais lembra-se ainda vivamente de tudo o que há de mais belo, o que lhe dá força sempre nova para manter unidas, para a duração ulterior, aquelas camadas de matérias que, sob a sua atuação, formam o ancoradouro para o pequeno espírito humano
Com que alegria lhe é permitido receber quando Phermos a visita e lhe traz, do soberano O-dio-nar, uma nova mensagem para ela, para a pequena e insignificante servidora, como ela se considera
É para ela sempre uma grande recordação de seu ser passado nas materialidades, que lhe parece um breve instante em comparação com as eras que fluem pelos salões de Valhalla
É ainda bem jovem, embora em sua atuação já tenham decorrido, no curso dos grandes acontecimentos na Terra sob o domínio de Hathmes, eras e eras, contadas pelos fios cósmicos do tempo
Em comparação com aqueles que habitam Valhalla desde o início, quando do afluxo luminoso da atuação de Mercúrio se formaram os alicerces do poderoso templo de O-dio-nar, e quando O-dio-nar exclamou em seu despertar para o ser: “Sirvo!”, ela se considera uma servidora insignificante, nascida justamente da graça da força viva de O-dio-nar
Em comparação com o ser de O-dio-nar, sente-se insignificante como um pequeno floco de neve
Recorda-se de sua mãe mais próxima, Herferide, que com o seu toque lhe imprimiu a centelha da vida enteal e em seguida a envolveu numa névoa, da qual logo depois se teceu o seu gracioso corpo de espécie enteal
Recorda-se do chamado de Hermetes, que a trouxe ao despertar do estado de sonho no qual, bem jovem, habitava à espera de seu serviço
Foi como se somente por esse chamado ela se tivesse tornado ela mesma
Tornou-se noiva para o universo da parte do mundo Ephesus, que naquele tempo estava pouco antes do nascimento
Vestida com um traje festivo, com uma grinalda de flores e de douradas folhas de videira, subiu aos degraus no salão de O-dio-nar, para que lhe fosse permitido receber o chamado para o seu serviço
Então ressoou pelo espaço um estrondo trovejante, e a força vibrou através de seu delicado corpo, quando as palavras de O-dio-nar a chamaram para o serviço nas profundezas dos mundos que ela ainda haveria de conhecer
Um baixo “Sirvo” escapou de seus finos lábios, quando se extinguiu o estrondear e o trovejar do soberano de Valhalla, que a chamava para o serviço do Pai de Todos
E então de novo se ergueu uma onda de forças radiantes, e mãos de alguém a tomaram com ternura, mas ao mesmo tempo com segurança e firmeza, e o mundo em torno dela transformou-se numa irradiação de arco-íris
Nos braços de Hermetes, que desde o início tinha para com ela uma relação especial, pois lhe era permitido conhecer a razão de seu surgimento, a frágil servidora enteal descia para baixo, para os mundos em que tudo fervia e vibrava e onde, na forja dos braços poderosos dos servidores de Hermetes, sob a força de desenvolvimento de Hathmes, se formava, no desenvolvimento do acontecer, a parte do mundo Ephesus
Mais abaixo, sempre mais abaixo descia Hermetes com o terno tesouro nos braços, e o espaço mudava constantemente, adensava-se cada vez mais, tornava-se pesado como uma papa espessa, à medida que as partículas materiais eram impelidas cada vez mais para baixo, para os lugares onde se formava o universo da mais grosseira matéria
Aqui o estrondo era maior, e pelo espaço ressoavam sons que hoje não têm semelhança, pois sob poderosa pressão uniam-se aqui umas às outras as partículas a partir das quais começaram a construir-se conjuntos cada vez mais altos, em inúmeras formações de nebulosas infinitas, nas quais relampejava e faiscava, à medida que, pelo calor e pela força, se acendiam as diversas estrelas, que se assemelhavam à dança faiscante de grandes salamandras
Longamente desceu nos braços de seu protetor, que lhe era em parte pai, em parte noivo e em parte mestre
E esta delicada servidora enteal de repente já sabia que o seu lugar era em algum ponto aqui, pois quanto mais mergulhava, tanto mais seguramente percebia a sua missão
Então, de longe, acenou-lhes a figura de um rapaz radiante, que faiscava de força, e a luz que dele irrompia iluminava o espaço distante, que parecia ser o seu campo de atuação
“Apolo”, falou Hermetes, “estamos no lugar de teu lar e de teu serviço, ó tu, frágil e delicada servidora, Erda”
Erda! Quão estranho isso soava aqui, neste lugar, como se se tratasse da ancoragem de algo especial e novo
E, assim que isso foi pronunciado, a chama de Apolo intensificou-se e ardeu até as lonjuras, de onde, por sua força, era atraída uma grande quantidade de nebulosa, que circulava em torno dele numa espécie de dança, na qual, porém, era possível perceber a segurança e a inflexibilidade das leis formadoras na matéria
Hermetes e Hathmes atuaram juntos sobre as substâncias que circulavam, tanto tempo e com tanta força, que de repente começaram a separar-se delas partes de matéria de diversos tamanhos, que circulavam obedientemente em torno de Apolo e se afastavam dele a diversas distâncias
Ao mesmo tempo, mais e mais partes de nebulosas eram atraídas das lonjuras desconhecidas do espaço escuro e misturavam-se à matéria incandescente, que circulava em diversos degraus, cada uma em sua órbita especial
Tudo se misturava e se amassava, até que de repente uma parte dessa substância quente e mole se encontrou nas mãos da servidora Erda
Foi a atuação de Hermetes que trouxe às suas palmas a substância da qual se devia formar o planeta, sobre o qual desde o início descia uma irradiação especial de grande promessa e esperança
Erda vivenciou tudo isso como algo que se aproxima da percepção enteal da maternidade, quando em suas palmas vibrava a matéria semiviva, que parecia ser algo que a chamava em auxílio
“Vivifica esta matéria, Erda!”, ressoou pelo espaço
Quem o chamava, ela não sabia
Talvez fosse a voz de Hermetes, talvez a chamasse o radiante Apolo, talvez fosse o soar de O-dio-nar, vindo dos salões de Valhalla, ou talvez fosse uma voz de alturas ainda mais elevadas, que ela não conhecia
“Vivifica-a!”, soava das alturas o chamado de Mercúrio, que era parte da voz de O-dio-nar, e ao mesmo tempo o chamava o jovenzinho que, em sua clara luminosidade, de repente estava ao lado dela – Phermos
“Insufla-lhe a tua força e une-te a ela!”
Erda inclinou-se para aquela pequenina matéria que vibrava em seu calor entre os seus dedos e, com uma oração interior que de repente nasceu nela por si mesma, inclinou a cabeça para a matéria
Uma luz clara resplandeceu no interior do pequeno planeta, e este começou a girar em suas mãos
Foi magnífico
Erda tornou-se a guardiã desta partícula de matéria, mas ao mesmo tempo perpassou-a uma nova vibração – tornou-se a mãe desta dádiva do Pai de Todos
Alegrava-se, tinha vontade de dançar, mas ao mesmo tempo perpassou-a uma estranha pressão dolorosa, pois com o seu ser tornara-se responsável por esta dádiva viva, que esperava dela que estivesse unida a ela desde o início até o próprio fim de todos os tempos
Um serviço tão grande, uma graça tão grande
“Ó Pai de Todos, agradeço-Te, agradeço-Te, agradeço-Te!”, clamava para o alto, para os lugares de onde Hermetes a trouxera para baixo e onde, lá no alto, percebia o ponto de partida de todas as forças que afluíam a ela
“Agora torna-te o seu coração, entra nesta matéria”, ressoou a voz de Hermetes, e a sua mão pousou de modo brando e, contudo, inflexível sobre a cabeça da servidora Erda
De novo tudo começou a girar num redemoinho de arco-íris de correntes coloridas, e Erda perdeu-se neste espaço giratório, como se ele a tivesse absorvido em si
Quando despertou, percebia-se de modo inteiramente diferente
Não sabia naquele momento, porque ainda não o conhecia, que a sua consciência entrara na substância da matéria do pequeno planeta e que, sob a pressão de Hermetes, se tornara, por um tempo de aprendizado, parte da dádiva confiada
Estava num alto salão em que tudo pulsava e aquecia como na proximidade de Apolo
No acontecer vivo formou-se da força de sua irradiação um espaço que, sem que ela se desse conta, formava aquilo que nela fora depositado em Valhalla
A sua vontade, vibrando no serviço a Valhalla, imprimia no espaço as lembranças da sublimidade e da grandeza dos lugares onde nascera
Assim o seu querer inconsciente criou com força enteal um templo no centro do pequeno planeta
Como material, aquele que havia ali em volta em maior quantidade, serviu-lhe o ouro, que em sua fluidez e radiância imprimia as formas de magníficas colunas, sobre as quais se formavam abóbadas que convergiam em estreitos cimos
Ali onde ela estava formou-se um espaço radiante, que ela percebia como o seu ponto de partida da atuação para o tempo de seu servir nestes lugares
Naquele instante o pavimento de ouro sobre o qual estava formou degraus, e desses degraus elevou-se para o alto um assento de forma perfeitamente modelada
Os salões de seu serviço formavam-se para o alto e para os lados, e o espaço tornava-se tanto mais fino e mais claro quanto mais ela reconhecia como lhe era permitido reinar pela força de sua própria vontade
O salão encheu-se de seu amor pelo serviço, assim como somente a espécie enteal na Criação o sabe fazer
Era fidelidade e amor por este lugar especial, que, embora ainda não estivesse de modo algum pronto, já trazia em si o legado de uma grande missão
Pelo espaço vibrava uma pulsação que parecia ser a sua própria pulsação, e soava como se o grande coração de um sino de ouro tivesse começado a dar as horas do tempo da matéria vivificada pelo tecer enteal de Erda
Soava pelo salão, soava pelos corredores, soava pelo espaço, e Erda alegrava-se com este pulsar, no qual percebia o cumprimento da vida de seu filho de matéria a ela confiado
Alegrava-se com isso e ao mesmo tempo percebia uma certa sacralidade, que descia até ela de algum lugar das alturas
Era como se um grande mistério se abobadasse acima dela, pois percebia constantemente que o seu serviço era algo muito especial
Embora se esforçasse por apreendê-lo, isso ainda lhe estava vedado, pois a grande missão deste lugar ela só haveria de conhecer quando tudo o que para isso fosse necessário tivesse amadurecido
Assim, o olhar de O-dio-nar acompanhava Erda das alturas, também Herferide contemplava esta pequena servidora, que em sua graciosidade parecia antes uma encantadora fada das flores do que a mãe de um planeta material
Mas Valhalla sabia que ela cumpriria, que se tornaria a fiel servidora do lugar no qual um dia poderia pisar o enviado de Deus, no raio de seu Santo Pai
“Então ajudemo-la, pois”, trovejou a voz de O-dio-nar, a quem era permitido, em sua segura clarividência, conhecer aquilo que se haveria de cumprir longe, num tempo que ainda estava por vir
E tudo se pôs a trabalhar, grandes correntes de forças radiantes desciam, e nelas fervilhava a vida, como quando torrentes de água rolam das altas montanhas
Erda ouvia sons estranhos, que se propagavam pelo espaço em torno de seus salões
Então, de repente, como que do lugar onde ela estava, saltaram pequeninas centelhas, que, numa dança circular, se tornavam cada vez mais visíveis em sua forma
Eram os primeiros filhos de sua espécie, que aqui nasceram dela mesma para o espaço, a fim de servi-la e de trabalhar na construção ulterior do lugar em torno dos salões do coração de ouro
Novas e novas correntes inclinavam-se para baixo, dos planos dos mais altos jardins de Asgard, de onde se dirigiam para baixo, às materialidades distantes, os claros Alphar, seguidos pelos Elfos e pelos Dwarfs, que, após o primeiro trabalho dos Alphar, deveriam tornar-se os administradores permanentes da matéria
Nas partes distantes da terra retumbava e estrondeava
Erda chamou para esses lugares
E então apareceu diante dela o primeiro Dwarf, que era o rei designado do círculo vermelho, que se formou, como o primeiro, na nebulosa da matéria em torno do palácio de Erda
Um vermelho claro, de brilho rubro, que trazia em si a incandescência e o calor de sua espécie, irradiava dele para os lados, e ele, assim flamejante, inclinou-se diante de sua senhora
O seu manto, do qual saltavam faíscas e cintilações, assemelhava-se a metal líquido aquecido até um vermelho luminoso
Atrás deste rei apareceu uma multidão de dwarfs que o serviam, os quais tinham junto a si figuras que brilhavam e irradiavam quase como o próprio Apolo
Eram as salamandras – os Elfos do elemento fogo –, e estas dançavam alegremente em torno dos dwarfs e se alegravam sempre que se inflamavam os capuzes vermelhos que os dwarfs usavam como parte de seu traje de trabalho
O seu rei, o mais forte e o mais sábio dos dwarfs, apresentou-se diante do trono de Erda e prometeu-lhe o seu fiel serviço
Tinha uma coroa, e em sua figura mesclavam-se as partes douradas de seus adornos
O rosto, que brilhava com o claro fulgor de cor rubra, trazia uma longa barba, e de sob a coroa desciam sobre o manto luminoso tranças de cabelos entrelaçados
A sua barba e os seus cabelos vibravam com constante vivacidade, e via-se que estavam cheios de pequenas salamandras de fogo, que se moviam agilmente de um lado para outro, brilhando irrequietas como pequenas chamas e pequenas figuras ao mesmo tempo
O rei vermelho pediu a Erda a possibilidade de criar o seu reino logo na vizinhança do palácio dela, pois a incandescência dos metais sobre os quais reinava era da mesma espécie que a fluidez do ouro do qual se formava o coração da terra
Erda aceitou com alegria a sua promessa, pois lhe foi permitido ver que este rei seria para ela um fiel protetor e irradiaria adiante, nas nebulosas da matéria do planeta, uma luz vivificadora
Quando ela pronunciou o pedido de proteção, o rei voltou-se e, com um movimento de sua mão luminosa, deu uma ordem para os espaços distantes dos salões
Desses lugares emergiram dragões de brilho rubro, que davam uma impressão poderosa e invencível
Por sua origem eram salamandras e, ao mesmo tempo, havia neles algo de enteal mais elevado, que deles irradiava como uma coragem ardente de espécie leonina
Eram para Erda um presente de Sírius e de Hareiars para a sua proteção
O rei vermelho dos Dwarfs pôs-se ao trabalho, e o seu reino floresceu
O seu palácio era, em seus fundamentos, semelhante ao palácio de Erda, mas tinha um pouco menos de finura e de beleza do que o primeiro palácio, que se formara diretamente da vontade de Erda
O rei vermelho, porém, estava satisfeito, e o seu povo trabalhava diligentemente na forja incandescente dos fundamentos de seu reino e dos fundamentos de todo o planeta
Nos poderosos salões ferviam em caldeirões vermelhos metais e substâncias de toda espécie, que um dia deveriam subir em veios para o alto, a fim de que a terra se consolidasse pelo seu resfriamento
Pouco tempo depois de o rei vermelho se ter assim estabelecido, apresentou-se diante de Erda, em meio a um poderoso estrondo, outro rei, que trazia em si uma espécie especial de dureza
Era o rei branco dos Dwarfs
Também ele fora enviado dos jardins de Asgard em auxílio de Erda, e junto com ele descia uma corrente de servidores de diversos tamanhos e forças, que o acompanhavam
O rei apresentou-se diante de Erda e, com um bramido, prometeu-lhe o seu serviço, que ele haveria de cumprir
A sua força consistia numa certa calma, pela qual se distinguia do anterior rei vermelho
Ainda assim Erda reconhecia quão importante este rei era para o seu serviço, pois ele e os seus servidores deveriam preparar a espécie de matéria que haveria de tornar-se o fundamento de tudo o que é firme e resistente por eras inteiras
Em sua multidão havia também servidores enormes, que davam a impressão de gigantes invencíveis, e sobre os ombros desses colossos sentavam-se muitas vezes também os elfos das salamandras, iluminando os seus ombros até a brancura
Ao lado desses gigantes estavam aqui outros, menores, menos brancos, rapazes fortes de aspecto antes acinzentado, que traziam sobre os ombros grandes malhos para o trabalho
Em torno deles corriam de um lado para outro dwarfs bem pequenos, que tinham pequenas enxadas, picaretas e marretas com martelos
Era toda uma multidão a perder de vista, e todos, seguindo o seu rei, inclinaram-se diante de Erda e prometeram-lhe o seu fiel serviço
Também a este rei pediu Erda a proteção de seus salões, e esta lhe foi prometida
Entes brancos de quatro patas, semelhantes a grandes animais fortes, vieram ao chamado do rei, para que este os apresentasse como protetores que estariam sempre prontos a proteger a mais preciosa senhora deste lugar
E Erda enviou este rei branco para que, com o seu povo, criasse o seu reino além das fronteiras do reino do rei vermelho, e a nebulosa nessas partes deveria transformar-se num palácio branco, que lhe serviria de sede
O rei destes dwarfs inclinou-se diante de Erda e partiu com o seu povo para o campo de atuação que lhe fora concedido
Passou apenas pouco tempo, e pelo espaço espalhou-se uma espécie especial de perfume
Era um perfume e ao mesmo tempo um odor estranho, sobre o qual os que serviam Erda não conseguiam pôr-se de acordo, se era sinal de nobreza ou de inferioridade
Esta espécie de perfume anunciou a chegada de um rei singular, que também se apresentou por ordem de Asgard
Fora enviado dos jardins de Asgard para um trabalho que haveria de tornar-se importante para o planeta de Erda
Era o rei negro
O seu manto estendia-se longe atrás dele e dava a impressão de querer constantemente preencher todo o espaço com a sua fluidez
A coroa deste rei era de diamantes reluzentes e brilhava reluzente no espaço, na forma de reflexos de luz refratada, como um cintilar radiante
Também o rei negro veio com o seu povo
Assim como ele próprio, também o seu povo causava uma impressão estranha, pois a negrura dos servidores reluzia e com isso criava a impressão de que nela tudo se espelhava, ao mesmo tempo, porém, nela tudo era absorvido
O rei negro apresentou-se com palavras singulares
“Minha senhora”, disse num tom especial e brando, “fui enviado para te trazer vida a este lugar”
Erda viu por trás destas palavras uma imagem que descia das alturas, e reconheceu que este rei especial fora enviado para algo mais do que os dois reis anteriores
Inclinou a sua sublime cabeça e agradeceu fervorosamente ao Pai de Todos pela sabedoria com que lhe envia todos os servidores que lhe trazem grandes dádivas para o cumprimento de seu serviço
Erda aceitou com alegria a promessa de fidelidade no serviço do rei negro e de seu povo, que era também dos mais diversos tamanhos, desde gigantes até as menores figuras, inteiramente minúsculas, que fluíam de um lado para outro em seu incessante movimento
Erda mostrou a este rei o seu campo de atuação e pediu-lhe, tal como aos reis anteriores, a proteção de seus salões
Então o rei inclinou-se e disse: “Ainda não tenho agora aqueles que protegeriam este palácio, mas quando chegar o tempo, serão todos aqueles que me forem enviados dos jardins de Asgard, levará tempo até que eu lhes prepare primeiro o solo, mas então virão em multidões e te protegerão – ali, por toda parte, minha senhora”
O rei, com a sua mão negra, descreveu um círculo em torno de si
E Erda viu a imagem de que falava este rei singular, e soube que ele é o portador da vida da qual muito ainda haverá de surgir e se tornará sua auxiliar por toda parte onde até então havia apenas nebulosas
Erda enviou também este rei aos lugares onde ele deveria estabelecer-se e construir a sua sede e também o vasto campo de atuação em torno dessa sede
O rei assim fez e começou com o seu povo a construir o reino que surgiu de sua espécie especial
Assim se formaram em torno dos salões de Erda três reinos, três esferas de vida enteal, que se desenvolviam, cada uma em sua atuação, e o seu trabalho tornava incandescentes as nebulosas, que sob a sua pressão e força se formavam no manto exterior do planeta
De cada reino penetravam para as partes distantes veios que traziam em si a sua espécie de vida enteal
Esses veios mesclavam-se e cruzavam-se e, na pressão de uns contra os outros, formavam novas espécies de irradiação, que serviam como novas pedras de construção para o solo do quarto reino, que deveria formar-se na própria superfície do planeta
A este seu trabalho, que atuava de dentro para fora, juntaram-se então outras forças, quando Sírius, Orkános e Netuno enviaram o seu povo para a atuação neste reino, que deveria criar o berço para a implantação da vida que se preparava, no alto, nos jardins dos mundos finos, para mergulhar na densidade do universo, onde pacientemente, em seu serviço, a servidora Erda tecia o precioso lugar
Tal foi o início do planeta que, a partir de determinado tempo até os dias de hoje, é permitido ao homem terreno habitar
Nesse meio-tempo, porém, houve muitos degraus intermediários, sobre os quais ainda será necessário falar