Os Altos Planos dos Servidores Enteais na Criação Posterior – Vii. Odin
O CAMINHO DO GRAAL – TEXTOS COMPLEMENTARES – 16 de dezembro de 2019
Original tcheco: Vysoké Úrovně Bytostných Služebníků V Pozdějším Stvoření Vii. Ódin · cesta-gralu.cz
Das alturas voa um raio de Luz incandescente
Foi a vontade de Mercúrio que, com a permissão de Deus, enviou a força para a edificação da Criação Posterior
Aos rogos dos espíritos primordialmente criados nos planos da Luz eterna, desce o raio, para que sejam formados novos planos e mundos também para o caminho do espírito humano, que deve trilhar esse caminho em alegre desenvolvimento para o alto
O raio voa através das esferas e, guardado pelos servidores angélicos de Mercúrio, penetra nos planos nos quais, até as lonjuras, se estendia até então apenas uma camada de um matiz verde profundamente escuro, que formava a proteção exterior de transição da Primeira Criação nos planos fora do reino divinal
Na própria orla superior dessa esfera, onde, ainda na faixa iluminada pela luz dos planos espirituais, se estendem nuvens delicadas, de som suave, que contêm centelhas de espécie espiritual, o raio deteve-se e o seu movimento para a frente começou a transformar-se num movimento circular
Forças centrífugas e ao mesmo tempo centrípetas começam aqui a expandir-se em círculos pelo espaço até então imóvel
No centro desses círculos surge um movimento que as novas vibrações trouxeram
Mãos angélicas proporcionam uma proteção especial a esse acontecer, que agora se desenrola como um mistério, na continuação do cumprimento da meta do raio
A corrente de Luz, até então sem forma, que era uma coluna rolante de irradiação ofuscante e incandescente, deixa agora formar-se em si uma primeira forma
O raio contém em si, como base, a vontade original, clara e forte do servidor primordialmente eterno Mercúrio, e essa vontade procura e também encontra ancoragem no contrapeso do espaço escuro, semelhante a um oceano noturno que reluz sob o pálido brilho da lua, o qual até esse momento se estendia para baixo, em lonjuras imensuráveis
Duas forças opostas se chocam e buscam o equilíbrio
A base da nova Vida, vinda das alturas, paira sobre as superfícies até então infindáveis de escura ausência de vida e de vazio
Tal foi o desenvolvimento primeiro do surgimento e da formação do anexo posterior da obra da Criação
Esse acontecer durou longo tempo, pois a oposição das espécies exigia muita irradiação criadora, que tinha de descer para o fortalecimento, repetidamente, em ondas das alturas, do próprio Mercúrio
Com paciência trabalhavam as forças participantes, porque a vontade de edificar e criar o novo era forte, inabalável
Num determinado tempo, juntaram-se ao raio básico da vontade de Mercúrio também os raios brotados da vontade de Leilak, da vontade do Leão e também da vontade de Od-shi-mat-no-ke
Na ligação desses raios que desciam, as mãos dos anjos formavam repetidamente a forma que devia surgir para a consciência
Então, de repente, passou voando pelas esferas uma nova e poderosa corrente de abençoadas forças da Luz, plenas de amor
Em seu eco ressoou através do espaço da Criação “Faça-se a Luz também nesta nova parte da Obra!”
Foi a viva Vontade de Deus, Imanuel, que por meio de Parsival enviou o fortalecimento e a bênção de Deus Pai para a obra que justamente surgia
Um clarão de Luz de espécie divinal desceu através das esferas para acender a vida pulsante no novo ponto de partida do grande anexo dos mundos densos que se preparavam para surgir
Naquele instante, do espaço circulante resplandecente de Luz, surgiu um servidor que trazia em si a ligação com Mercúrio, o primeiro servidor no lugar que devia tornar-se em seguida o ponto de partida das forças para os novos mundos, que aguardavam o seu surgimento
Do núcleo da nebulosa da Luz abençoada por Imanuel saiu, na consciência de sua tarefa, o soberano dos servidores enteais no novo anexo da Criação – Odin
Odin, aquele que, em seu reger, serve fielmente às forças e às leis que o permeiam e formam os planos e os mundos
Odin, corretamente chamado O-dio-nar, servidor radiante de Parsival, que por intermédio de Mercúrio, que atua no Burgo primordialmente espiritual do Graal, cumpre fielmente a sua tarefa de edificar e sustentar os mundos densos da Criação Posterior
O-dio-nar – a sua essência deu apoio e força para a formação do burgo luminoso de todos os Alphar e Ases, que surgiram e, com as suas capacidades e dons, vivificaram o círculo das alturas da vida, que gira em torno do salão mais alto em Asgard, Valhalla
Semelhante a um diamante que irradia inúmeros reflexos, O-dio-nar deixou partir de si raios, dos quais surgiram gradualmente, como ramificações de seu grande serviço, os ajudantes, os radiantes Alphar e Ases
O-dio-nar é o diamante da vontade de Mercúrio que, engastado no lugar determinado, se desdobrou na multidão dos subsequentes servidores enteais conscientes de si, que sob o domínio de O-dio-nar atuam criadoramente nas leis de espécie natural, em todas as partes da Criação Posterior
O-dio-nar é nos salões de Valhalla o supremo administrador e executor da Vontade de Mercúrio, que por sua vez vibra em plena harmonia com o atuar de Parsival
Numa sequência ininterrupta, através das encruzilhadas, que ligam e separam, das irradiações luminosas, a Vontade de Deus flui através da multidão dos servidores para as lonjuras da Criação Posterior, para encontrar aqui os caminhos para a ancoragem e a criação
Por meio do atuar desses fiéis ajudantes vale aquele conhecido “assim em cima como embaixo”
Apenas a densidade dos planos materiais, que surgiram pelo envolvimento das partículas espirituais de construção e pela subsequente incandescência por meio dos ajudantes de O-dio-nar, é menos móvel do que os luminosos mundos espirituais, e por isso traz em si, no cumprimento dos efeitos das Leis, um retardamento e uma desaceleração
Também nisso, porém, reside uma grande graça para o ser humano, pois as consequências de seus atos não penetram até ele diretamente e de imediato, como acontece nos planos transparentes, espirituais, mas lhe dão tempo para mudar, para desenvolver-se, e com isso deixar muitas vezes que a manifestação do efeito recíproco do carma se dê apenas num vivenciar simbólico
Isso naturalmente vale se a mudança do ser humano se dirige para um esforço melhor e mais puro, porque, se ele permanece constantemente em suas fraquezas e erros, na Lei da Reciprocidade a colheita de sua semeadura sempre chegará até ele, em medida multiplicada no vivenciar
As grandes e justas Leis da Criação abrem caminho para o cumprimento nos planos das materialidades por meio do trabalho dos servidores, cujo apoio inicial foi formado pelas forças criadoras que jorram de O-dio-nar, no cume do anexo da nova seção da Criação
O-dio-nar e os fiéis formados a partir dele criaram a essência inicial dos planos e mundos das materialidades
O-dio-nar é o seu soberano, protetor, pai, pois sem a sua presença nenhum de seus fiéis servidores jamais teria surgido para a consciência
A figura radiante de O-dio-nar encontra-se como um ponto fixo vivo no cume do círculo enteal da Criação Posterior
Seus cabelos claros estão trançados nas têmporas em duas tranças caídas e emolduram com lendária nobreza o rosto alongado e luminoso, do qual se destacam sobretudo os radiantes olhos azuis, que a maior parte dos Ases e dos Alphar herdou de O-dio-nar
Uma longa barba, de brilho claro, cobre parte do rosto e deixa pressentir a sabedoria que se entrelaça com a antiquíssima duração deste servidor e soberano numa só pessoa
Uma de suas mãos apoia-se no trono a partir do qual O-dio-nar atua predominantemente, e a sua outra mão empunha um cetro luminoso – um martelo que ressoa, muitas vezes mais eficaz do que aquele que Thonorun utiliza
Esse cetro vale para o surgimento, a duração e o desaparecimento de todos os planos da Criação Posterior e também de todas as partes do mundo das materialidades que se encontram nesta seção da Criação Posterior
O-dio-nar reina sobre todas essas partes e possibilita que em seus planos possam descer os germes do que é humano-espiritual para o seu desenvolvimento
A um sinal de O-dio-nar, a Criação Posterior abre-se para o espírito humano como uma mesa posta, que convida à participação em sua magnificência e em sua plenitude permanentemente generosa
Como golpes numa bigorna celeste, soa a vontade de O-dio-nar, acompanhada pela queda do martelo luminoso sobre o degrau da laje branca que se estende sob os seus pés
Poderoso, incompreensivelmente distante e ao mesmo tempo mantendo tudo em vida, é o soberano de Valhalla, O-dio-nar, que atua na luz radiante
Sobre a sua cabeça ondula a Luz, que num circular radiante lhe forma uma coroa, e o assento em que ele está sentado está formado atrás dele, no alto espaldar acima de sua cabeça, na forma das asas abertas de uma poderosa águia
Essa águia é semelhante a prata líquida, com um matiz que vai do branco até um brilho azul-acinzentado, conforme a direção e a missão com que se dirige, num dado momento, a vontade de O-dio-nar
A águia é a forma que une para sempre Valhalla a Mercúrio, que de sua vontade fez surgir este lugar
A águia de asas abertas é a portadora e protetora de tudo o que é enteal na Criação Posterior, pois está aqui como o raio prolongado de Mercúrio, parte do próprio O-dio-nar
O brilho branco-prateado do próprio assento de O-dio-nar irradia para os lados e une-se à transparência do poderoso salão de Valhalla
Tudo aqui está envolto pela névoa de uma nebulosa translúcida, através da qual penetra apenas o olhar dos servidores mais próximos de O-dio-nar
Forças vivas fluem através deste lugar e, semelhantes a um vendaval, sopram a cada instante através do edifício sagrado e jorram para os lados como uma luz de vida que ruge, abrindo caminho para a frente sem cessar
Aqui, portanto, neste lugar mais alto do salão de Valhalla, O-dio-nar mantém o seu fiel serviço
Seus cabelos e sua barba ondulam na corrente das forças, e ele, pleno de alegre serviço, saúda esses afluxos que para cá se derramam das alturas, vindos de Mercúrio, e transforma-os para aqueles que trabalham abaixo dele, para o cumprimento da Vontade de Deus na Criação Posterior
Forças poderosas, de tempos em tempos, abalam todo o edifício da sagrada Valhalla, que é semelhante a um cristal da Vida
O esplendor e o brilho da pedra branca, da qual se erguem as poderosas colunas que sustentam a abóbada do edifício do templo, têm em si uma pressão poderosa, dificilmente suportável, na qual, tremendo, se inclina tudo o que tem a permissão de se aproximar até aqui
O lugar da morada de O-dio-nar conduz toda a vida a uma humilde submissão ao serviço fiel
Não é, porém, uma pressão que atua de fora para dentro, mas ao contrário, tudo é conduzido a partir do íntimo para a tensão de um magnífico serviço, que se intensifica até um ápice bem-aventurado da consciência
É uma tensão que impele tudo ao despertar e à entrega ao magnífico serviço no qual vibram todos os servidores que surgiram para a consciência a partir do ponto de partida que reside na existência de O-dio-nar
Não é fácil para o pensar humano acolher as imagens descritas, pois tudo é vivo, em transformações de formas, em acontecimentos que se entrelaçam, tão imensamente distantes das dimensões do ver em que se move o saber intelectual do ser humano terreno, que nos influencia no tempo atual na mais alta medida
Somente uma simplicidade infantil interior e pura possibilita àqueles que disso são capazes acolher, ao menos em indício, a proporção da grandeza do acontecer e a força da vivacidade da magnificência na qual surgiu o atuar enteal, ligando-se como anexo continuado às esferas espirituais da própria Primeira Criação
Na realidade, porém, só terá a permissão de contemplar verdadeiramente tudo isso e vivenciá-lo plenamente o espírito permeado de luz, que um dia retornar aos jardins bem-aventurados de seu lar no Paraíso
Aqui na Terra, o ser humano precisa ao menos aproximar-se da consciência de que Valhalla e os servidores que nela atuam são reais e de que o mundo que vemos à nossa volta é obra de sua habilidade e de sua capacidade de dominar forças poderosas
Sobre essas forças vela, e sabiamente lhes determina a direção, aquele que, no lugar da sublime Valhalla, chegou à sua consciência como o primeiro de todos os servidores … o radiante O-dio-nar