Os Altos Planos dos Servidores Enteais na Criação Posterior – Xx. a Vida de Valhalla – Parte Ii – Continuação
O CAMINHO DO GRAAL – TEXTOS COMPLEMENTARES – 20 de abril de 2020
Original tcheco: Vysoké Úrovně Bytostných Služebníků V Pozdějším Stvoření Xx. Život Valhally – Ii. Pokračování · cesta-gralu.cz
Deixai surgir mais uma vez diante de vosso olhar as alturas luminosas onde habitam os soberanos das forças dos elementos, alturas que, no fluir das eras, giram em torno do próprio ponto de partida de todo ser na Criação Posterior, o templo de Valhalla, em círculos lentos, nos quais milhões de anos terrenos nada são
Sublimemente flui aqui o acontecer, que não atenta às transformações que se processam na densidade das baixadas, as quais se estendem, semelhantes a sete redemoinhos de nuvens arredondados, em cujo centro se encontram então os próprios universos de matéria grosseira das partes do mundo, ainda acentuadamente menores, que em si mesmos se assemelham, por sua densidade de substância e também por seu tamanho, aos caroços densos na polpa de uma fruta
Como um vapor mais fino, envolve cada uma dessas partes uma parte etérea nebulosa, que se eleva para o alto em seu clarear e, num amplo círculo, alcança os lugares de Asgard – os jardins do esplendor enteal, de onde partem para essas partes as forças da irradiação que vivificam os mundos, enchendo-os de movimento
Os jardins de Asgard são até hoje um mistério para o ser humano terreno, pois estão afastados dos caminhos dos espíritos humanos
Só excepcionalmente foi permitido a alguns pisar até os seus espaços bem-aventurados e vivenciar a pureza, a claridade e o poderio da vibração que aqui se encontra
Apenas a um ou outro dos muitos espíritos humanos foi permitido ser elevado tão perto deste altivo reino enteal que, através da ponte de Hiemdall, formada de luz cintilante, avistou um pouco desse esplendor
A ponte de Hiemdall, semelhante a um arco radiante, parte dos portões de Asgard e liga a parte enteal inicial na Criação Posterior com as diversas partes do mundo das materialidades
Há, portanto, na realidade sete pontes, que Hiemdall administra com os seus fiéis guardiães
Essas pontes partem da parte inferior de Asgard e, semelhantes a uma corrente cintilante de forças, trazem em si tudo o que é necessário para a vivificação da respectiva parte do mundo a que conduzem e de todos os graus de materialidade que nela se encontram
Os pilares luminosos que as ligam às mais leves nebulosas das materialidades etéreas terminam novamente em portões semelhantes a vidro líquido, sobre os quais parecem estar formadas admiráveis cenas de imagens vivas dos acontecimentos e da história de Asgard, sendo que cada acontecimento, cada história, é sempre em parte diferente para cada parte do mundo
Daqui o caminho conduz então um pouco mais abaixo, a um lugar onde se encontra uma altura banhada de luz plena de paz
Esta altura pertence aos entes dos administradores angélicos de cada uma das diversas partes do mundo, aquelas partes em que se encontram, em dimensões imensuráveis, as esferas e os planos que são também chamados de outro modo comunidades de mundos
Sete são as partes do mundo e sete são também essas alturas com templos, nos quais vela sobre cada parte do mundo sempre um administrador da comunidade
Ligadas num círculo que está ancorado pelas pontes que conduzem para o alto, a Valhalla, essas alturas formam num heptágono uma estrela, em cujas linhas de ligação penetra somente a irradiação enteal, para vivificar e criar
Os lugares dos administradores das comunidades estão, vistos de baixo, a partir deste universo, a uma altura imensurável, e erguem-se sempre solitários sobre inacessíveis saliências rochosas de aparência alvíssima, protegidos para o seu próprio serviço
São lugares em que se encontram construções de admirável beleza, das quais emana a abençoada Luz protetora, que traz fortalecimento a todas as centelhas espirituais que se desenvolvem e, com isso, intensificam a sua luminosidade em seus caminhos através das diversas comunidades de mundos
Magníficos são esses guardiães, cuja origem é de espécie enteal, mas que trazem em si um enteal mais elevado do que os servidores enteais em Valhalla
Também a sua aparência é de espécie angélica, e isso os liga mais às alturas na Primeira Criação
A sua tarefa é de outra espécie que o trabalho dos Altos servidores enteais que atuam em Valhalla
Esses administradores das comunidades estão inteiramente devotados ao serviço de fomentar o que é humanamente espiritual, e para esse fim enviam em oração correntes que incitam o espírito humano à vivacidade e ao ânimo desperto em seu caminho
A sua tarefa é pesada, pesadíssima, pois apesar de toda a sua atuação auxiliadora, na maior metade das comunidades de mundos o espírito humano esqueceu o seu caminho, tornou-se excessivamente indolente e deixou-se quase tragar pela matéria
O chamado desses servidores, que originalmente deveria bastar para o fortalecimento dos espíritos, tornou-se fraco, e somente nos planos mais luminosos das materialidades etéreas os seus habitantes mantêm a ligação com esses magníficos servidores
Pleno de paz e radiante é o lugar onde estes têm a sua sede e atuam auxiliando, segurando em suas mãos os fios de todos os espíritos humanos imersos nas materialidades
Silenciosamente flui a corrente espiritual de centelhas de cima para baixo, em torno desses lugares, encontrando em seu primeiro tomar consciência ainda apenas uma delicada ligação com alguma das comunidades de mundos, para a qual é de algum modo atraída pela espécie de sua constituição
Para baixo descem aqui gradualmente as pequeninas centelhas espirituais que vão tomando consciência de si, em delicados envoltórios que lhes prepararam as mais delicadas servidoras da sublime Herfeline e que lhes possibilitam aproximar-se para baixo, de lugares cada vez mais densos, que podemos chamar de jardins das almas jovens
Embora esses jardins já sejam de espécie etérea, podemos encontrar aqui apenas uma leveza radiante e afável, cuja imagem tem semelhança, no terreno, com uma paisagem silenciosa, quase de sonho, coberta de neve recém-caída
Aqui, porém, não há neve, mas aqui, nesses jardins, tudo ainda está, em silenciosa suavidade, envolto por uma delicada alegria e pelo júbilo infantilmente puro das almas novíssimas, que se preparam para prosseguir rumo a lugares mais densos, onde a vida exige delas a continuação do desenvolvimento até a idade infantil madura, quando em seguida se formam os fios do querer que as atraem ainda mais para baixo, para a primeira encarnação nas materialidades do universo, que nós aqui, na parte do mundo de Ephesus, chamamos de mundo terreno
Em sentido inverso, na corrente do rio que flui de cima para baixo e ao mesmo tempo de baixo para cima, peregrinam pelo outro lado as almas que já passaram por muitas vidas, às quais é permitido em sua maturidade subir cada vez mais conscientemente para o alto, ou, melhor dito, que, em seu progresso rumo à luminosidade do espírito, a corrente do rio pode levar sempre um pouco mais acima através das esferas etéreas, mais perto do lar espiritual
Sim, muitos já pressentem que é o rio benfazejo cuja administradora enteal para esta parte do mundo traz o nome de Sthyx
Esse rio, que aqui, nesta parte das esferas finas, se assemelha a uma corrente dourada, parte já dos lugares do próprio Paraíso, onde a sua nascente se encontra nos lugares mais encantadores dos jardins da lendária Cidade das Ruas de Ouro
Dali desce para a parte enteal, para as materialidades delicadas e nebulosas e, atravessando-as, baixa até os lugares mais profundos da Criação Posterior, para onde por fim leva aquelas almas que não conseguiram despertar plenamente em si a chama do espírito e que, em sua fraqueza, acabaram por deixar a centelha em seu íntimo quase se apagar
A sublime Sthyx assume o domínio sobre esse rio da vida que atravessa a parte do mundo de Ephesus nos lugares onde começa a parte enteal do cume da Criação Posterior
No momento em que ela assume o domínio sobre a corrente, o rio é fortemente influenciado pelos pensamentos abençoados e plenos de amor dos espíritos maduros que se encontram nos mundos espirituais
A todo aquele que reflete corretamente por meio de suas intuições puras pode ser compreensível que a corrente desse rio contenha, em sua bênção e plenitude de amor, apenas uma força elevadora, que se pode denominar uma força auxiliadora e plena de graça para tudo o que é espiritual na Criação Posterior, porque os pensamentos dos espíritos puros nos mundos espirituais enviam sempre unicamente uma irradiação fortalecedora e amorosamente sustentadora para cada alma que ainda se encontra nos caminhos da Criação Posterior
Para a maioria dos homens que se encontram diretamente nos planos da matéria grosseira, é algo muito distante, e até inteiramente estranho, que também eles devessem ter em mente, em primeiro lugar, como ajudar os outros em seu caminho para a alegria
O ensimesmamento e também a falta, decorrente da imaturidade, de uma cálida claridade espiritual no íntimo impelem muitos homens terrenos a atitudes para com o seu próximo como para com aqueles que lhes são estranhos, distantes ou até hostis, e aos quais podem então enviar até mesmo pensamentos que desejam dor e destruição
Tudo isso é algo inimaginável nos planos espirituais, pois aqueles que se encontram nos lugares bem-aventurados do lar dos espíritos transbordam de alegria pelo menor progresso de cada alma que ainda está a caminho de seu desenvolvimento e acolhem a todo aquele a quem um dia é permitido entrar no meio deles, nesses lugares banhados de Luz
Eles próprios repletos do vivenciar interior da felicidade, desejam unicamente essa mesma felicidade aos outros
Nos mundos do espírito repletos de Luz não entra, pois, em consideração outro modo de se ocupar dos outros senão como daqueles que merecem o mais elevado e digno tratamento, e uma objetividade alegre e plena de paz preenche o estado dos pensamentos como uma bem-aventurada consciência do ser, da qual se forma então todo o criar que vibra harmoniosamente em consonância com a Vontade de Deus, perceptível por toda parte, em cada instante
Mas voltemos agora aos jardins de Asgard e aos salões de Valhalla
O olhar através da ponte de Hiemdall perde-se no brilho dos bosques lendários de que já falamos em nossa primeira descrição da vida de Valhalla
Lá no alto, muito acima deles, sob a proteção de rochedos que se erguem altaneiros, no eterno velamento de uma nebulosa de luz, giram então as diversas alturas dos Altos enteais, que, olhando para o centro do círculo, glorificam o poderoso e mais elevado elo enteal com a Primeira Criação, Valhalla, e em Valhalla o mais alto templo de Mercúrio, no qual, em sua força, reina e atua O-dio-nar
Na descrição, o descrito pode parecer ao leitor como se se tratasse de uma imagem que se pode abarcar com o olhar terreno, como lhe acontece, por exemplo, com uma paisagem terrena
É, porém, algo inteiramente diverso, pois aquilo que aqui é descrito contém em suas distâncias universos inteiros, que, semelhantes a nebulosas de estrelas, giram em sua insignificância lá embaixo, nas divisões da materialidade grosseira
A imaginação, para poder de algum modo encontrar alguma comparação, precisa abandonar as dimensões do terreno, e mesmo de todo o pesado perceber de matéria grosseira, precisa alçar-se ao pressentimento da vastidão de todas as esferas, que de cima para baixo apenas se contraem sempre sob a pressão da lei do resfriamento
Na Criação, tudo o que desce no resfriamento encontra apenas formas que são mais divididas, mais fragmentadas, e ao mesmo tempo essa divisão se contrai em conjuntos mais estreitos e menores, nos quais tudo se comprime, à medida que às partículas isoladas falta energia própria suficiente para manter a sua independência mais radiante
Por fim, portanto, na matéria que conhecemos no mundo terreno que se encontra aqui à nossa volta, reconhecemos a densidade e a compressão das partículas como algo que nos cria a imagem da impenetrabilidade e da imutabilidade da matéria, como imagem resultante da obra da Criação
As próprias partículas da matéria também não são vivas em si mesmas, mas apenas vivificadas pela atuação da irradiação enteal
Que o espaço deste universo é apenas o mais extremo prolongamento da irradiação da Luz, disso o ser humano terreno não se dá conta, e assim julga muito, e até quase tudo, apenas segundo as condições daqui
Essa medida, porém, não pode ser transferida mais para o alto, aos planos que estão sempre mais repletos da presença da Luz e que assim trazem em si a energia para se estenderem por distâncias que são então inimagináveis para o nosso estreito conhecimento da matéria
Valhalla é um lugar onde a Luz está contida em tudo numa medida muitas vezes mais forte do que acontece mais abaixo, nas materialidades
Por isso também as imagens que aqui descrevemos se estendem até as lonjuras, sem que, no entanto, seja possível encontrar nessas lonjuras espaços de vazio e de falta de plenitude
Pelo contrário, tudo está entretecido de formas e criaturas luminosas que só se podem pressentir no esplendor de suas figuras, como modelos de tudo o que é ideal, também para este mundo terreno
Isso vale também para as formas dos servidores enteais que têm figuras próximas da aparência humana, e vale também para os animais de lá, as plantas, paisagens inteiras, com as construções e tudo o que lhes pertence nos respectivos lugares
Tudo é mais irradiado, mais pleno de valor, mais ideal em sua aparência e também em sua força interior do que terrenamente se possa sequer imaginar
Até a mínima parcela, até a mínima folhinha, até a mínima prega de uma veste, até o mais fino pó, tudo está impregnado da bênção da Luz, que preenche e vivifica o conjunto das grandes formas assim como também os seus menores detalhes
Tudo é mais transparente, e isso inclusive os invólucros de cada um dos habitantes, sem que, com isso, se possa dizer que a transparência nesses mundos seja ao mesmo tempo igual a uma espécie de eterealidade instável e de falta de firmeza
Não é assim, pois os invólucros de todos os servidores de lá e de todas as criaturas têm a sua firmeza e força, que, pelo contrário, supera muitas vezes tudo aquilo que se encontra mais abaixo, nas divisões das materialidades
Os invólucros possuem perfeição e idealidade em todos os aspectos, e por isso é possível considerá-los também sempre incomparavelmente mais harmoniosos e mais belos do que as formas nas materialidades inferiores, e isso sobretudo no plano de matéria grosseira do mundo terreno
Os invólucros terrenos podem na realidade ser considerados pálidos reflexos dos invólucros verdadeiramente vivos e encantadores que possuem todos aqueles a quem é permitido habitar nos planos mais impregnados pela Luz
Também nessas alturas as formas de vida não são compostas de órgãos tal como o conhecemos aqui na materialidade grosseira, mas podemos perceber tudo de tal modo que cada criatura, cada ente, traz em si como fundamento uma centelha que é a sua própria essência, e quer esta seja de espécie enteal ou espiritual, em torno dessa essência forma-se, na mais alta naturalidade, uma forma sempre perfeitamente ajustada, ou, dito de outro modo, um envoltório que em sua superfície mais externa traz os detalhes que refletem a essência interior fundamental
A centelha ou chama fundamental, como quer que chamemos esse núcleo luminoso, tem sempre uma força de espécie diretamente incandescente e nutridora, que atua de dentro até o envoltório exterior
Assim não há necessidade de nutrir esse envoltório, que forma para os outros o invólucro visível, de nenhum outro modo senão pela força da irradiação interior
Não são precisos aqui órgãos para a nutrição do invólucro, como o conhecemos aqui no ser humano ou nos animais e nas plantas na materialidade grosseira
É uma espécie de ser inteiramente diferente da que conhecemos nas criaturas vivas na Terra
A irradiação da chama interior reflete a medida da participação interior em seu serviço e, com isso, forma também a ligação homogênea com os outros que se encontram próximos de tal servidor
A Luz que penetra o espaço entra através do envoltório exterior no íntimo, aqui fortalece e nutre a própria chama fundamental, e esta, por sua irradiação, torna a incandescer e a vivificar toda a essência até o envoltório exterior
Esse estado ocorre numa pulsação magnífica, que se assemelha de longe, aqui na Terra, à inspiração e à expiração
Em cada momento de nova irradiação ocorre uma penetração de claridade e de um fulgor rejuvenescedor que sai do íntimo para fora
Esse estado desenrola-se tão naturalmente, tão repetidamente, que, apesar do assombro inicial de um observador recém-chegado, este rapidamente se habituaria a isso e, após algum tempo, isso lhe pareceria algo tão sumamente evidente que nem sequer conseguiria imaginar que tudo devesse acontecer de outro modo
Também a luminosidade pulsante não deve ser entendida, nesta imagem, como uma luz que se acende e torna a apagar-se, mas podemos imaginar esse acontecer da nutrição dos invólucros como uma claridade constante que, na repetição de certos momentos, é percebida como uma intensificação da beleza e da perfeição da respectiva figura, ente ou criatura
Do mesmo modo poderíamos imaginar também uma certa vitalidade das construções e de partes inteiras das paisagens nesses planos
Sempre encontraríamos nessa pulsação um estado em que, a partir de um esplendor inimaginável para olhos terrenos, se desenvolve de repente um estado ainda mais forte de encantamento arrebatador
Uma particularidade é que o trecho em que ocorre o renovado enfraquecimento na irradiação é quase imperceptível, e assim tudo parece como se, diante dos olhos do observador, apenas se intensificasse sempre até um grau ainda mais elevado de esplendor
Nisso reside aquele prodígio singular de que justamente os planos através dos quais a Luz pode penetrar mais poderosamente em sua eficácia mais imediata não só têm sempre um aspecto juvenil e refrescante, mas atuam como se se desdobrassem cada vez mais em beleza
Por isso também nunca se esgota o deleite com o espaço e as formas nessas esferas, como pode acontecer aqui na Terra, onde até o mais magnífico cenário natural pode gradualmente tornar-se banal para o ser humano e perder em parte o seu brilho
Nos planos repletos de Luz algo assim não pode acontecer, pois o constante afluxo da Luz traz uma duradoura corrente de beleza que traz em si o mistério do rejuvenescimento e, com isso, de um encanto que é inesgotável, trazendo em si de modo duradouro um vivenciar do esplendor que tudo supera, percebido em bem-aventurança por cada criatura, em cada instante do presente
Oxalá os homens ansiassem por transferir, por meio de suas capacidades espirituais, ao menos uma pequena parte desse esplendor para cá, para esta Terra, que há milênios clama pelo afluxo das forças que justamente o ser humano, por meio de sua essência espiritual, poderia trazer até aqui, até estes lugares
Todo o enteal aqui na Terra só o apoiaria em tal esforço e, com as suas capacidades, viria sempre ao seu encontro para auxiliá-lo em tal empenho
Oxalá os homens compreendam finalmente a insignificância que está ligada à sua permanência nos mundos das materialidades daqui e acolham o reconhecimento libertador do verdadeiro sentido de seu ser, que é única e exclusivamente de espécie espiritual
No momento em que cair do ser humano a sua presunção de que ele tudo sabe e tudo conhece, empregando para isso, contudo, apenas o seu pequeno conhecimento terreno intelectual, que em si mesmo é hoje apenas a milésima parte daquilo que já os povos antiquíssimos sabiam sobre este mundo, então se abrirá finalmente diante dele a perspectiva que até agora lhe faltava aqui
Somente então reconhecerá como se separou inteiramente de todo o resto da obra da Criação e que, nessa separação, ele próprio na verdade se aprisionou voluntariamente no esquema de pensamento de uma visão terrena das coisas, que jamais lhe pode proporcionar contentamento e felicidade em toda a duração de sua vida
No momento de tal reconhecimento, porém, está contida a promessa de que, juntamente com a humildade em sua atitude perante a vida, o ser humano somente então começará a descobrir os verdadeiros dons e tesouros que na realidade estão por toda parte à sua volta
Esse despertar, porém, é ainda apenas uma perspectiva para a qual a humanidade se encaminha
Em breve cairá a torre de Babel da soberba do ser humano de hoje, e diante de nós se abrirá uma perspectiva inteiramente nova sobre toda a magnífica obra da Criação
Juntamente com essa queda da falsa construção, poderá aproximar-se gradualmente da Terra o verdadeiro saber, que trará à humanidade o reconhecimento da Verdade real acerca da obra da Criação
Nessa nova luz sobre a Criação surgirá para a percepção humana, em brilho renovado, também a própria Valhalla, o lugar de atuação dos sublimes servidores enteais
Esforcemo-nos pelo justo reconhecimento da obra da Criação, pois só assim se desvelará diante de nós toda a mesa posta da abençoada Dádiva de Deus, que se encontra na obra da Criação desde as mais altas alturas até os mais distantes planos das profundezas das materialidades
Abençoada é a época que está diante de nós, época que trará a verdadeira ligação dos homens terrenos com todos os planos e esferas que estão acima de nós, dispostos sempre um acima do outro, elevando-se para o alto, às alturas luminosas, onde somente então, acima de tudo, no alto, altíssimo, se encontra no próprio cume da Criação o Burgo do Graal, como ponto de partida de toda a Vida, constantemente banhado de Luz
Ali o Olho de Deus Pai contempla em sua bondade o seu filho Parsival, que aqui realiza o mais sublime, o primeiro serviço divino em toda a obra da Criação